quinta-feira, 29 de setembro de 2011

De que lado se deitar?


A veia cava inferior é responsável pela drenagem de boa parte do fluxo sanguíneo que vem do abdômen, das pernas e dos pés. Pelo fato de passar por trás do útero, colada à coluna vertebral, do lado direito, a veia é frequentemente pressionada pelo útero gravídico. A diminuição do volume de sangue que passa pelo vaso torna a circulação inferior mais lenta, piorando edemas nas pernas, pés e calcanhares, além de varizes e hemorróidas.
A pressão do útero sobre a veia cava é pior quando você está deitada de costas. No fim da gravidez, evite esta posição. Para aliviar o peso sobre o vaso, deite-se sobre o lado esquerdo sempre que puder.

Inchaço
Mulheres com mais de 40 anos têm tendência maior para reter líquido. A partir do quinto mês, os edemas podem piorar, sobretudo nos calcanhares, pés e mãos. Para controlar o inchaço, reduza o sal e aumente a ingestão de líquidos. Não fique em pé por muito tempo e deite-se todos os dias com as pernas erguidas. Massagem com drenagem linfática também é um ótimo recurso.

Insônia
Ansiedade e dificuldade de encontrar uma posição confortável na cama agravam a insônia no fim da gravidez. Para evitá-la, pratique exercício físico de baixo impacto com frequência e inclua na rotina atividades relaxantes, como massagens e meditação. Não tome líquidos em excesso depois das 18h. Use um travesseiro de corpo inteiro para apoiar a perna e a barriga quando você se deita de lado. Se for verão, considere comprar um climatizador ou ventilador de teto. Adquira o hábito de desligar-se dos problemas de trabalho, afastando-os quando surgirem; você pode pensar neles amanhã. Ao deitar-se, feche os olhos e dedique 15 minutos para relaxar o corpo. Escolha um grupo de músculos. Inspire e, ao expirar, solte-os. Comece pelos pés e vá subindo até a cabeça.

 Varizes
Surgem quando, por algum problema circulatório, o sangue se acumula nas veias periféricas, dilatando-as. Na gravidez, a pressão do bebê sobre a veia cava prejudica a drenagem do sangue da parte inferior do corpo. Isso pode agravar as varizes, principalmente nas pernas. Para preveni-las, estimule a circulação: ande todos os dias, mude freqüentemente de posição e evite ficar de pé por longos períodos. Meia elástica e roupas que não apertem joelhos ou virilhas também são indicadas.

Depoimento

“A tranqüilidade que tenho hoje, não teria aos 20 anos”
A empresária V.L.B. resolveu ser mãe aos 40 anos e levou quatro para engravidar. Hoje, se pergunta como pôde resistir tanto à maternidade

Sou casada há 13 anos, e o fato é que demoramos para sentir o desejo de ter filhos. Sempre priorizamos a carreira, então fomos deixando. Despertei para a maternidade quando já estava com 40 anos. Foi aí que sentimos que era a hora. É engraçado porque fui muito alertada por minha médica, a Dra. Silvana, de que precisava pensar nisso antes. Mas a ficha não caía. A gente não se dá conta de que, apesar de todas as mudanças, fomos feitas para ter filhos em outra idade. Não temos essa percepção, até porque nos sentimos jovens e plenas.
 Começamos a fazer tratamento e logo nos primeiros passos, na fase do coito programado, fiquei grávida. Até achei que a coisa fosse mais fácil do que imaginava. Mas aí perdi o bebê e começamos a enfrentar as dificuldades. Foram quase quatro anos de tentativas, primeiro por inseminação, depois por fertilização, até dar certo. Foi um período difícil, desgastante em todos os aspectos, financeiro, emocional. Quando você passa por isso, se arrepende por ter demorado tanto a decidir.
Chegou uma hora que a gente quis desistir. Não queríamos ficar numa situação em que nossa felicidade dependesse de conseguir ter um filho. Meu marido se preocupava com a minha saúde. Dizia: “Vamos ser felizes do jeito que a gente sempre foi”. Combinamos que íamos parar de tentar e paramos por quase um ano. Mas parece que, passado um tempo, você desperta de novo. Por influência de um casal de amigos que tinham enfrentado muita dificuldade para ter filho, e que encontramos nessa época, acabamos resolvendo tentar mais uma vez.
A ansiedade influencia muito o tratamento. A cabeça é fundamental. Nessa última tentativa, eu estava tranqüila; era como se estivesse me permitindo engravidar. Sentia que estava pronta para ser mãe e tinha a sensação de que, se a gravidez fosse para ser realmente uma coisa boa na minha vida, ela iria acontecer naturalmente. E aí eu acho que você acaba abrindo os canais para aquilo acontecer.
Quando aconteceu, demorei para acreditar. Até durante a gravidez, parece que não cai muito a ficha. Mas quando minha filha nasceu, eu olhava para ela no berçário e chorava. Pensava, gente, como pude resistir a isso por tanto tempo?
Minha gravidez foi extremamente tranqüila até o último mês, quando tive pressão alta. Comecei a ficar com os pés muito inchados e um dia senti muita dor de cabeça. A doutora Silvana já havia me dito que isso é comum em pacientes muito jovens ou mais velhas; ela estava atenta, porque minha pressão era de 12 por 8, o que, na gravidez, já é considerado no limite. No dia em que me senti mal, fui à farmácia e medi a pressão, que estava em 15 por 10. Parei de trabalhar e de dirigir e fiquei quatro semanas em casa. O parto já estava marcado quando minha pressão subiu para 18 por 11. A cesárea foi antecipada e ela nasceu bem.
Mas até esse episódio, foi tudo maravilhoso, sem absolutamente nenhum problema. No começo fiquei muito enjoada, mas, passado esse período, me sentia super bem, fiz um controle de alimentação para não engordar muito, com uma nutricionista que eu já consultava antes. Seguia um programa alimentar, mas não me sentia de regime. Pelo contrário. Ela queria que eu comesse as coisas certas, para ter cálcio, fibras. Meu intestino funcionava perfeitamente e eu me sentia cheia de energia. Até viajei para os Estados Unidos com oito meses de gravidez!
Acho que existe muito preconceito. As pessoas me assustavam, falavam que é difícil ficar grávida nessa idade, que a gente não tem mais pique. Teve até um colega que me falou: “Você já pensou que, quando ela tiver cinco anos, você vai ter 50?” Respondi que eu seria uma cinqüentona em forma, com uma filha de cinco, que ia me dar mais energia para continuar!
É fato: você realmente padece mais para engravidar nessa idade. Mas acho que a tranqüilidade que tenho hoje eu não teria com 20 e poucos anos, que é a idade ideal para se engravidar. Tudo tem seus prós e seus contras. Hoje sou mais madura, tenho uma vida muito mais tranqüila, já me realizei profissionalmente, então tenho mais disponibilidade para me dedicar a ela. Não estou falando de tempo, mas de disponibilidade emocional. Sei que dou conta do recado. Aos 20 anos, me assustaria. Ter um filho hoje não é um problema, muito pelo contrário. É a razão da nossa existência.
Eu agradeço todos os dias a Deus, porque acho que tive muita sorte de ter conseguido. Na minha idade, e pelo processo todo, acho que realmente foi Deus que mandou, e na hora que tinha que mandar.” 

Fonte: Livro de autoria da Dra. Silvana Chedid Grieco , Gravidez aos 40.





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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ioga: uma opção a considerar (Medicina Reprodutiva)

Embora nem todas as suas posições possam ser executadas por mulheres grávidas, a ioga é uma das atividades físicas mais adequadas à gestação. Fundamentada em uma visão global de saúde, que não separa a busca de flexibilidade corporal e de tranqüilidade interior, a prática tem uma ação conhecida sobre emoções e hormônios, favorecendo um equilíbrio que ajuda a reduzir as oscilações de humor, a ansiedade e os medos característicos da gestação. 
                Fisicamente, a ioga alonga e fortalece as musculaturas posterior e pélvica, que são as mais exigidas pela gravidez e o parto. A prática ajuda a sustentar o peso da barriga e a compensar a sobrecarga produzida pela mudança do eixo de equilíbrio da mulher na gravidez. Também “amplia” o espaço disponível para o bebê, ao abrir os espaços intervertebrais. Tonificados, os músculos da vagina e do assoalho pélvico ficam mais aptos a ajudar a expulsar o bebê no parto – e resistentes a rupturas. 
                Outras bênçãos da ioga para as grávidas são as posições invertidas, que ajudam a reduzir inchaços; as práticas meditativas, que acalmam e melhoram o sono; e os exercícios respiratórios, que podem ser usados contra estados de ansiedade. Mas é importante lembrar que tanto a ioga como qualquer atividade física só deve ser feita com liberação do médico obstetra que faz o acompanhamento pré-natal.

Problemas e soluções
                Algumas queixas são recorrentes entre as gestantes. Depois dos 40 anos, dores e fadiga, assim como a retenção de líquido, podem ser mais intensas. Algumas soluções simples podem amenizar os principais desconfortos da gestação, que são:

Azia e enjôoè
A alimentação fracionada alivia a azia, que piora quando o estômago está muito cheio, e reduz o enjôo, que se agrava quando ele fica muito tempo vazio. O gengibre é um remédio natural contra náusea; adicione um pouco da raiz ralada em sucos e molhos. 

Constipação è
Os hormônios da gravidez afetam o funcionamento do intestino, que fica mais lento. Previna a constipação tomando um copo de água por hora e aumentando o consumo de fibras (legumes e verduras cruas, frutas, cereais, germe de trigo, aveia). Ameixa, laranja e mamão têm propriedades laxantes.

Dor nas costasè
O crescimento da barriga altera o centro de gravidade da gestante. Conforme o abdôme se projeta para a frente, a curvatura da coluna lombar se acentua, gerando uma lordose que causa dor. Para preveni-la, evite usar salto alto e carregar peso. Durma de barriga para cima, com um travesseiro sob os joelhos. Se tiver dor, deixe a água quente cair sobre a região lombar, no banho, ou aplique bolsa de água quente. Deitada de lado, use a mão para fazer uma bolinha de tênis rolar sobre a região lombar, aplicando um pouco de pressão para aliviar a tensão muscular. 

Dor nas pernas è
Cãibras lancinantes no meio da noite, sensação de fadiga no fim do dia. De uma forma ou de outra, as pernas doem na gravidez. A pressão do bebê sobre os nervos da pelve e o sobrepeso da gestação são alguns dos responsáveis, além das alterações metabólicas da gravidez. Exercitar as pernas, caminhando ou nadando, ajuda. Também é aconselhável poupá-las, evitando andar de salto e ficar em pé por longos períodos. Sempre que possível, deite-se. 

 Dor nos pésè
Para aliviar a dor na fáscia plantar, sente-se em uma cadeira e role uma bola de tênis sob um dos pés, descalço. Aplique pressão para fazer a bola deslizar em círculos por toda a planta, do calcanhar aos dedos. Repita a massagem no outro pé. 

Falta de arè
A pressão do bebê sobre o diafragma pode aumentar a sensação no último trimestre da gravidez. Sentada, experimente inspirar contando até dois, reter o ar contando até dois e expirar lentamente, contando até quatro. Repita até sentir-se melhor. 

 Hemorróidas è
A tendência à constipação e o aumento da pressão abdominal, que comprime as veias pélvicas podem agravar as hemorróidas, veias dilatadas ao redor do ânus ou do reto. Para preveni-las, consuma mais fibras e líquidos, tente ficar menos tempo sentada e descanse todos os dias com as pernas elevadas. Compressas de chá de camomila podem ajudar, na crise.

Fonte: Livro de autoria da Dra. Silvana Chedid Grieco , Gravidez aos 40.



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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

No trabalho: coloque limites


A legislação trabalhista brasileira garante à gestante quatro meses de licença-maternidade e estabilidade no emprego durante toda a gravidez. Mas o país não dispõe, como a Alemanha e os Estados Unidos, de um mecanismo legal que garanta à mulher grávida o direito a um tratamento especial no trabalho, com carga horária e tarefas mais compatíveis com seu estado.
Além disso, com o crescimento da economia informal, um contingente enorme de brasileiras se vê, hoje, completamente destituído de proteção e/ou remuneração especial durante a gravidez. Para piorar, mais e mais grávidas se queixam de discriminação no trabalho. Segundo elas, o direito à licença-maternidade e as ausências por problemas de saúde causam desconforto entre os empregadores, que passam a tratá-las de forma diferente no momento em que anunciam a gravidez.
Seria desejável que as leis e a prática continuassem protegendo o direito fundamental da mulher grávida a ter uma gestação saudável e a receber um tratamento especial no ambiente de trabalho. Diante de um cenário que aponta na direção contrária, porém, caberá a você negociar limites para o que é possível continuar fazendo no escritório – e o que precisará ser rearranjado.

Hora extra: não, por favor

A não ser que você tenha um problema de saúde e precise de repouso, nada a impede de trabalhar durante a gravidez. Conforme a barriga cresce, porém, vai se tornar cada vez mais difícil cumprir uma rotina que inclua jornadas de mais de oito horas, viagens frequentes e atividades fora do horário de trabalho. Na gravidez, sobretudo depois dos 40, uma rotina tensa, sem oportunidades suficientes de descanso, produzem estresse e fadiga, prejudicando seu sono, seu humor e sua saúde.
Colocar limites em um dia a dia pesado de trabalho depende, antes de tudo, de uma decisão sua. Lembre-se que você não precisa trabalhar como se não estivesse grávida. Pelo contrário: proteger sua saúde e a do bebê pode e deve ser uma prioridade. Durante a gravidez, faça o seu trabalho o melhor que puder, mas desista de ser a “primeira da classe”. Volte parte da atenção que estava dedicada ao trabalho às outras necessidades que você precisa satisfazer, como atividade física e descanso.
Seu obstetra pode ser um aliado importante nesta hora. Converse com ele sobre ajustes que podem melhorar seu dia-a-dia no trabalho. Algumas idéias:


*Não trabalhe de salto alto ou roupas justas.Vista-se de forma confortável.

*Diante do computador, sente-se com a coluna apoiada e, se preciso, use uma pequena almofada para acomodar a lombar. Mantenha os braços apoiados na mesa, os pés sobre um banquinho e os joelhos em um ângulo de 90º em relação ao corpo.

*Algumas vezes por dia, levante-se e ande para estimular a circulação.

*Após o almoço, antes de voltar ao escritório, faça uma caminhada de 15 minutos.

*Depois do sexto mês, reduza atividades fora do horário de trabalho ou viagens. Abra espaço em sua agenda para atividades físicas leves e momentos relaxantes.

*Procure flexibilizar seus horários a partir do fim do sétimo mês. Almoce em casa algumas vezes por semana e descanse um pouco antes de voltar ao trabalho.

*Programe-se para trabalhar só meio período no último mês de gravidez. Se não for possível, reduza a jornada ou trabalhe alguns períodos por semana em casa.

*Ofereça-se para preparar seu substituto, quando for o caso, ainda no oitavo mês.


Gravidez tardia e atividade física

Se não estiver correndo risco de abortamento, por problemas na placenta ou outros, a gestante de mais de 40 anos pode se beneficiar imensamente da prática constante de exercícios de baixo impacto e de baixa intensidade. Eles ajudam a controlar o ganho de peso, o açúcar no sangue, a pressão, a ansiedade e o estresse.
A ênfase de um programa de atividade física para a gestação tardia não deve estar na queima de calorias e nem, muito menos, na superação de qualquer limite físico. Escolha uma atividade prazerosa e relaxante, que a ajude a descarregar tensões e a conquistar uma consciência maior de seu corpo.
Realizada com frequência, mesmo uma prática leve pode ser valiosa para melhorar o humor, manter os músculos tonificados, reduzir inchaços, prevenir dores nas costas e nas pernas e garantir um sono tranquilo.

O que fazer – e quanto

Natação e hidroginástica são boas escolhas. Além de colocarem o corpo em movimento sem elevar sua temperatura, elas auxiliam na redução de edemas e proporcionam à gestante o alívio de estar sendo sustentada pela água enquanto se movimenta. Nos últimos meses, isto fará diferença.
 Caminhada, ginástica localizada, musculação (sem peso), alongamento e ioga também são ótimos exercícios para a gestação. Lembre-se de se manter hidratada, evite o calor excessivo e não exagere ao alongar-se: os hormônios da gravidez produzem relaxamento articular, deixando a mulher mais suscetível a lesões.  
É importante consultar seu obstetra sobre qual atividade se adequa melhor ao momento e quanto fazer. Ele provavelmente recomendará que você continue praticando uma modalidade que já conhece. Se for começar algo novo, vá com calma. Não é recomendada, na gravidez, a prática de corrida,equitação, aeróbica ou dança de alto impacto, squash, mergulho, salto e esportes com bola (vôlei, basquete, tênis). 



Fonte: Livro de autoria da Dra. Silvana Chedid Grieco , Gravidez aos 40.



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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mulheres acima do peso tem mais problemas de infertilidade

A exposição de ovários aos níveis altos de gordura comumente encontrados em obesas e diabéticas pode prejudicar o desenvolvimento do embrião, de acordo com um estudo publicado conduzido por cientistas da Bélgica, Reino Unido e Espanha.
A descoberta dá maior sustentação a recomendação médica de emagrecer feita para mulheres que querem ter bebês.
A pesquisa foi feita com ovários de vacas, porém, o coordenador do estudo, o belga Jo Leroy, da universidade de Antuerpia, disse que as descobertas podem explicar porque mulheres gordas e que sofrem de diabetes podem ter mais dificuldade de conceber.
– Nas vacas nós podemos induzir problemas metabólicos para testar se eles induzem problemas de fertilidade e comprometimento da qualidade dos ovários. Por essa razão, os ovários bovinos são um modelo interessantes para pesquisa de reprodução humana.
Os pesquisadores concluíram que quando embriões de gado eram expostos a altos níveis de ácidos gordurosos eles apresentavam menor atividade metabólica, menor consumo de oxigênio, entre outras alterações que podem comprometer a gestação.

Fonte : R7.



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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Box: Quer se acalmar? Respire.


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Quando se sentir ansiosa e sem sono, tente praticar essa respiração calmante da ioga antes de ir para a cama. Sente-se em uma cadeira ou poltrona confortável, com a coluna ereta. Una o polegar e o indicador da mão esquerda, que fica pousada em seu colo. Com o dedo médio da mão direita, obstrua a narina direita. Inspire pela esquerda. Segure o ar nos pulmões e mova o dedo para a narina esquerda, fechando-a. Expire pela narina direita. Inspire pela mesma narina. Segure o ar, troque o dedo de lugar, obstruindo a narina direita. Expire pela narina esquerda.

Repita por cinco minutos, ou até se sentir cansada.

 Estresse: pare antes de chegar lá

      É possível que, mesmo grávida, você tenha de dar conta de uma lista longa de tarefas, tanto no trabalho quanto em casa. Tentar cumpri-las a qualquer preço, pulando refeições e sacrificando horas de sono e lazer, não é uma estratégia que vá levá-la muito longe na gravidez. Equilibrar atividade e repouso, tensão e relaxamento, emoções negativas e prazeres é essencial para ter uma gestação saudável. Mal-estar, nervosismo e sono perdido se acumulam, gerando irritabilidade, exaustão e dor física. Em uma palavra, estresse – uma condição séria, que predispõe ao aumento da pressão e ao parto prematuro, entre outros problemas.

Para desmontar esta armadilha, procure ficar atenta aos sinais orgânicos. Quanto mais consciência você tiver do próprio corpo, melhores serão suas chances de se adaptar às mudanças da gravidez. Respeite seus novos padrões de sono e suas necessidades alimentares. Se tiver vontade de fazer um intervalo no trabalho, faça; se sentir que deve parar de fazer um determinado exercício, pare. 

Para administrar melhor o dia-a-dia, evitando o estresse:

 Priorize: Refaça sua lista de tarefas, adiando e delegando a outros o que for possível e antecipando o que for prioritário. Talvez você possa, por exemplo, adiar o MBA noturno que havia planejado fazer para quando o bebê completar seis meses.

  Reveja sua agenda: Desimpeça sua rotina, eliminando atividades que tragam mais estresse do que benefício: um curso em um bairro distante, uma atividade voluntária em um horário difícil. Limite o número de compromissos por período e reserve tempo diário para dedicar-se a uma atividade física ou relaxante.

 Poupe-se: Principalmente no fim da gravidez, selecione seus compromissos sociais. Se a festa não for de amigos queridos, economize sua energia (e pernas) e faça um programa caseiro: fique em casa assistindo em DVD filmes que você perdeu no cinema, leia, chame alguns amigos para testar uma nova receita.


Faça massagem: Desde que seja feita por um profissional credenciado, a massagem é um ótimo recurso na gravidez. Sessões semanais aliviam a sobrecarga sobre as juntas, a insônia, as cãibras e as dores do nervo ciático, lombares e cervicais. A drenagem linfática, suave e lenta, ajuda a reduzir a retenção de líquidos.

 Medite: Defendido por religiões e filosofias diversas, o exercício da meditação ajuda a descansar a mente, reduzindo a confusão de vozes interiores e favorecendo a clareza, a concentração e os estados de tranquilidade. Há centenas de meditações possíveis, envolvendo exercícios respiratórios, visualizações, cantos e até movimento. Um exercício básico é sentar-se confortavelmente em um lugar tranqüilo e, de olhos fechados, concentrar-se na respiração, percebendo sua ação sobre o corpo e seu ritmo.


Fonte: Livro de autoria da Dra. Silvana Chedid Grieco , Gravidez aos 40.




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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pegue leve!

Bem-estar e gravidez tardia; alterações físicas e piscológicas; a importância de reduzir o ritmo; exercício físico; respirações que acalmam; soluções para problemas comuns
A gravidez é um período de intensa mudança – e grandes surpresas – na vida da mulher. Conforme o bebê cresce e seu corpo se expande, os órgãos da mulher se reacomodam, mudam a postura, as feições, o peso. À medida que os hormônios se alternam, seus humores e emoções oscilam. A gravidez cansa, impõe restrições alimentares, limita seus movimentos, muda sua sexualidade e sua auto-imagem, traz desconforto, dores e riscos. Por mais que sonhe e deseje ser mãe, uma mulher de 40 anos dificilmente deixará de sentir o impacto físico e emocional de tudo isso.
O título desse capítulo contém uma das chaves para a mulher madura que quer ter uma gravidez tranqüila. O primeiro passo é entender que este não é um período corriqueiro da vida. É, antes, um momento no qual a maneira como você se alimenta, trabalha, dorme e se sente incidirá diretamente sobre o progresso da gravidez e o desenvolvimento do bebê. Mais do que qualquer outra, a gestação após os 40 anos precisa ser vivida com prazer, bem-estar, qualidade – e sem correria.


Uso responsável da energia

Essa idéia contraria a noção corrente que apregoa a gestação como uma fase normal (leia-se: produtiva) da vida. As imagens da mídia e da publicidade sugerem invariavelmente que é possível viver a gravidez sem alterar a rotina, sem abrir mão do desejo de desempenhar profissionalmente – e sem mudar de manequim. Certamente a mulher pode trabalhar na gravidez, seja ela executiva, atriz ou operária. A realidade, porém, é que poucas se sentirão tão dispostas a enfrentar jornadas longas e a correr atrás de prazos impossíveis quanto se sentem normalmente.
A concepção e a gestação são milagres da vida. No caso das mulheres com 40 anos ou mais, a oportunidade de gestar um filho é algo ímpar e precioso. Lembre-se disto quando precisar fazer frente à pressão para viver e trabalhar como as mulheres que não estão grávidas. Diante desse desafio, muitas optam por se esforçar duplamente na gravidez. Cuidado: as gestantes que se gabam de conseguir “fazer tudo” no trabalho são candidatas a sofrer de insônia, a desenvolver hipertensão, a darem à luz antes do tempo ou a terminar a gestação de repouso.
Se você quer ter uma gravidez saudável, acostume-se à idéia de reduzir a tensão, a carga de trabalho e as exigências em relação a você mesma. E lembre-se: sua saúde e a do bebê dependem de você assumir uma atitude responsável diante da administração de seu tempo e de sua energia.

Fonte: Livro de autoria da Dra. Silvana Chedid Grieco , Gravidez aos 40.



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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ovulodoação: anônima e voluntária.

De acordo com a resolução do Conselho Federal de Medicina que serve de parâmetro legal à reprodução assistida no país (1992), a doação de sêmen e de óvulos é permitida no Brasil, desde que seja voluntária e anônima. Ou seja: fica vetada qualquer forma de comércio envolvendo gametas, e os doadores não podem conhecer a identidade dos receptores (ou vice-versa). A resolução também dispõe contra a doação entre familiares.
Embora protejam normas éticas, essas restrições impõem algumas dificuldades à busca de doadores de gametas, sobretudo mulheres. Além das doações pelas pacientes submetidas à FIV, pode-se também fazer doação cruzada: uma receptora indica uma doadora para doar óvulos a outra paciente; esta, por sua vez, sugere uma doadora para a primeira.
Alguns conselhos regionais de medicina no Brasil já deram pareceres favoráveis à prática da doação compartilhada. O mecanismo permite que uma mulher que precise de óvulos contribua para o tratamento de outra mulher, mais jovem, que envolva estimulação ovariana. Em troca, a primeira recebe parte dos óvulos que a segunda produzir.


Depoimento

“O que importa é o ser humano lindo
e maravilhoso que vai nascer”
Com três filhos do primeiro casamento, A.B. optou pela ovulodoação para ter um bebê com o novo marido, aos 41 anos. Resultado: trigêmeos saudáveis e mais filhos a caminho.

“Tenho dois filhos e uma filha de meu primeiro casamento, que hoje estão com 18, 17 e 15 anos. Fiquei casada com meu primeiro marido por quase 20 anos, só esperava os netos. Mas o destino mudou completamente minha vida. Meu marido tinha transtornos psiquiátricos e nos divorciamos. Na Internet, fiz amizade com uma pessoa cujo nickname era Arthur. Ambos enfrentávamos problemas com os filhos e trocávamos idéias sobre como resolvê-los. Acabei perdendo o e-mail dele. Anos mais tarde, uma série de incríveis coincidências nos reuniu. Ficamos amigos, fomos morar juntos e nos casamos um ano depois.
Sempre quis ter uma menina, e aí a vontade ressurgiu. Mas eu já tinha tido endometriose, feito laqueadura, perdido uma trompa. Já havia passado por 14 cirurgias. Ou seja: jamais voltaria a ter filhos sem ajuda médica.
Decidi consultar uma clínica de reprodução assistida depois de ver um programa da Silvia Poppovic sobre maternidade após os 40 anos. Ela havia conseguido, e isso me fez achar que havia luz no fim do túnel. Escolhi uma clínica e fiz duas tentativas de fertilização in vitro. Mas eu passava muito estresse e ovulava antes que eles conseguissem colher os óvulos. Mudei de clínica, e a segunda foi pior. Fui anestesiada para uma captura de óvulos e, depois, me disseram que só haviam encontrado um, que estava destruído. Na realidade, acho que não fizeram procedimento nenhum e ainda usaram o esperma do meu marido para doações.
Saí dessas tentativas muito deprimida. Acabei me conformando com o fato de que não teria mais filhos. Mas, um dia, uma funcionária do nosso convênio de saúde me mostrou um folder da clínica da doutora Silvana Chedid. Resolvi fazer o tratamento, que usava uma nova medicação. Mas minha ovulação já não era eficiente, e as chances de responder ao estímulo do ovário eram mínimas. Foi quando ela me apresentou a idéia de utilizar um óvulo doado.
Outro médico já havia me falado disso antes, e eu não quis aceitar. Parecia que os filhos não seriam meus. Mas as tentativas frustradas me mostraram que este não era o caminho. Também, por ser médica, sabia que na minha idade a chance com a doação dos óvulos era maior, e os riscos de doenças como a Síndrome de Down, menor. Concluí que não tinha nada contra a doação, pois o filho seria gerado e alimentado dentro de mim. Além do quê, era também do meu marido.
Só depois que aceitei a idéia da doação do óvulo as coisas começaram a dar certo. Na primeira tentativa, foram coletados 15 óvulos de uma doadora mais jovem. Após a fertilização com o esperma do meu marido, tínhamos sete embriões em condições de serem implantados. Cinco foram colocados no meu útero. A médica me perguntou se eu queria congelar os restantes para o caso de precisar de uma segunda tentativa. Não tinha vontade de descartá-los, e aceitei.
Engravidei dos trigêmeos – duas meninas e um menino – nessa primeira tentativa. A gestação foi maravilhosa, sem complicações comuns na minha idade, como diabetes e hipertensão. Parei de trabalhar e me dediquei só à gravidez. Viajei, me diverti, me alimentei só com comidas naturais, evitei gorduras e açúcares. Engordei 16 kg, quando seria normal até 20 kg.
 Fiquei internada por duas semanas antes do parto porque um dos bebês não ganhava peso. A cesárea foi feita na 31ª semana, depois que se constatou que uma das meninas estava com os batimentos cardíacos muito baixos. O menino nasceu com 930 g, e as meninas com quase 2 kg cada uma. Elas tiveram alta com pouco mais de um mês de UTI, e ele chegou a quase dois meses de internação.
Hoje, estão todos saudáveis e completaram quatro anos. As meninas são uma bem loirinha e a outra bem moreninha, o menino é clarinho com olhos verdes. Todos acham as crianças parecidas ou comigo ou com o pai. Por incrível que pareça, o menino é muito parecido comigo mesmo!
Amo meus trigêmeos da mesma maneira que amo os filhos originados dos meus óvulos. Não tem a menor diferença. Acredito que temos um corpo físico e um espírito ou alma. O que importa é o ser humano lindo e maravilhoso que vai nascer e ser amado. Não conheço a doadora, sei apenas que tem menos de 30 anos. Às vezes tenho curiosidade de saber como ela é e vontade de agradecer por ter sido tão generosa. Se não fosse, meus filhos hoje não estariam ao meu lado e lhes teria sido negado a chance de nascerem.
Eu diria às mulheres que se confrontam com a idéia da doação de óvulos que elas deveriam arriscar sempre. Minhas crianças são um presente tão lindo, me trazem tanta felicidade!”

Fonte: Livro de autoria da Dra. Silvana Chedid Grieco , Gravidez aos 40.



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