quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pesquisadores ingleses identificam "interruptor da fertilidade"

Grupo descobriu que níveis muito altos ou muito baixos de uma proteína no útero estão ligados a infertilidade e abortos

Cientistas do Imperial College London, na Inglaterra, descobriram uma enzima que age como um "interruptor da fertilidade" e dizem que suas descobertas podem ajudar a tratar casos deinfertilidade e aborto espontâneo, além de levar ao desenvolvimento de novos anticoncepcionais.
O estudo, publicado esta semana na revista Nature Medicine relata a descoberta dos pesquisadores: altos níveis de uma proteína chamada SGK1 estão ligados à infertilidade, enquanto que níveis muito baixos tornam a mulher mais propensa a ter um aborto espontâneo.
Enzimas são proteínas que catalisam, ou aumentam as taxas de reações químicas no corpo. Segundo Jan Brosens, que liderou o estudo no Imperial College e agora está atuando na Universidade de Warwick, os resultados sugerem que novos tratamentos para fertilidade e aborto espontâneo poderiam ser concebidos em torno da SGK1.
“Eu imagino que no futuro poderemos, quem sabe, tratar a camada que reveste o útero da mulher inundando-o com drogas que bloqueiam a SGK1 antes dela se submeter à fertilização in vitro”, disse ele em um comunicado.
“Outra potencial aplicação é usar o aumento dos níveis de SGK1 como um novo método de contracepção.”
A infertilidade é um problema mundial que, estimam os especialistas, afeta entre 9% e 15% das pessoas da idade fértil. Mais da metade dos afetados procura aconselhamento médico, na esperança de finalmente ser capaz de se gerar um bebê.
Uma em cada 100 mulheres que tentam engravidar tem abortos de repetição, uma condição definida como a perda de três ou mais gestações consecutivas. Neste estudo, a equipe de Brosen analisou amostras de tecido da camada que reveste o útero, doados por 106 mulheres que estavam sendo tratadas por infertilidade sem explicação ou por abortos recorrentes.
Aquelas com infertilidade inexplicada estavam tentando engravidar por dois anos ou mais, e os motivos mais comuns para a infertilidade haviam sido descartados. Os pesquisadores descobriram que o revestimento do útero nessas mulheres tinha altos níveis de SGK1, enquanto as que sofriam de abortos recorrentes tinham baixos níveis dessa proteína.
Em novos experimentos – estes feitos com ratos – a equipe descobriu que os níveis de SGK1 no revestimento do útero caem durante a janela fértil.
Quando os pesquisadores implantaram cópias extras de um gene SGK1 no revestimento do útero, as ratas eram incapazes de engravidar. Isto sugere uma queda nos níveis de SGK1 é essencial para tornar o útero receptivo aos embriões, reportou o grupo.
Os pesquisadores disseram que qualquer tratamento futuro contra infertilidade que bloqueie a SGK1 precisaria ter um efeito de curto prazo, uma vez que baixos níveis da proteína após a concepção parecem estar relacionados ao aborto.
“Baixos níveis de SGK1 tornam o revestimento do útero vulnerável ao estresse celular, o que poderia explicar por que níveis baixos de SGK1 foram mais comuns em mulheres que tiveram abortos de repetição”, disse Madhuri Salker, do Imperial College, que também trabalhou no estudo.
“No futuro, talvez possamos fazer biópsias da mucosa que reveste o útero e identificar anormalidades que possam aumentar o risco de complicações na gravidez, para começarmos a tratá-los antes da mulher tentar engravidar.”

Fonte: Kate Kelland

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Gene multiplica gêmeos gaúchos

Cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul conseguiram explicar um mistério: por que nascem tantos gêmeos na cidade de Cândido Godói? São 140 pares desde 1927, até sete vezes mais do que em outras partes do mundo.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul coletou materiais para exame de DNA e analisou histórias familiares de quase 150 mulheres. Durante os três anos da pesquisa foi realizada, os resultados que iam surgindo foram mantidos em sigilo.

Agora, foi revelado que os moradores apresentam uma variação do gene P53, relacionado à fertilidade. Este gene aumenta a chance de sobrevivência de embriões de gêmeos no útero. Tudo começou com a chegada dos primeiros imigrantes alemães, há mais de um século. Como a
comunidade era pequena e afastada, e os casamentos ocorriam lá mesmo, a característica se tornou mais frequente na reg ião. Os cientistas acreditam que a descoberta poderá ajudar a tratar a infertilidade.

Fonte: O Globo.


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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mutação em espermatozoide leva à infertilidade

Descoberta pode ajudar na criação de técnicas mais eficazes para tratamento

A mutação do gene de uma proteína que recobre o espermatozoide poderia ser a causa de grande parte dos casos de infertilidade masculina, segundo um estudo publicado na revista Science Translational Medicine. A descoberta da alteração pode ser o primeiro passo para a criação de técnicas mais eficazes de tratamento.

Cientistas da Universidade da Califórnia coletaram amostras de DNA de voluntários dos Estados Unidos, Reino Unido, China, Japão e África. Descobriu-se, então, que um quarto dos homens tem um gene defeituoso que afeta a proteína DEFB126 - encarregada de recobrir a superfície do espermatozoide e o ajudar a penetrar na mucosa do colo do útero da mulher.

Os homens que têm essa variante da DEFB126 não apresentam a proteína beta defensina 126 (codificada pela DEFB126). Isso acaba por dificultar o processo pelo qual o esperma nada através da mucosa e eventualmente se une a um óvulo.

Segundo os cientistas, essa variação genética possivelmente é responsável por vários casos de infertilidade sem explicação até o momento. Ao examinar 500 casais chineses recém-casados, os cientistas descobriram que a falta do beta defensina 126 em homens com a mutação DEFB126 diminuiu a fertilidade em 30%.

De acordo com Ted Tollner, co-autor do estudo, em comparação com o esperma dos macacos e outros mamíferos, os espermatozoides humanos são em geral de má qualidade, nadam devagar e têm uma alta taxa de células defeituosas.

Já Gary Cherr, coordenador da pesquisa, acredita que a questão pode estar relacionada ao fato de que nos seres humanos, ao contrário da maioria dos mamíferos, a perpetuação da raça se sustenta em uma relação monogâmica, e a qualidade do esperma simplesmente "não importa muito". 

Fonte: Veja.com



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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

As chances de ter gêmeos

Saiba porque o número de gêmeos não-idênticos cresceu nos últimos anos

O principal motivo do crescimento do gêmeos não idênticos é a reprodução assistida. Isso porque, para que aumentem as chances de gravidez, os especialistas costumam implantar mais de um embrião no útero. Mas existem também outras evidências. Segundo pesquisa publicada na revista científica Journal of Reproductive Medicine, dieta rica em produtos lácteos também aumentaria a possibilidade de gravidez gemelar. 

Outro fator seria a idade materna. De acordo com estudo da Universidade Vrije, na Holanda, o nascimento de gêmeos é mais comum entre mães acima dos 35 anos. Por conta de mudanças hormonais, elas seriam mais suscetíveis a produzir vários óvulos num ciclo. A incidência de gêmeos também é maior entre as afrodescendentes. 

Genético ou cultural


Para determinarem a origem de uma doença ou característica, os cientistas estudam os gêmeos idênticos que são geneticamente iguais. Assim, pode-se descobrir se as causas são genéticas, externas ou os dois. Se um distúrbio é genético, ele aparece em ambos. Se aparece em um só, consideram-se outras razões, como o ambiente. 

Não confunda os múltiplos 

Acredite: apesar de toda a atenção, é comum mães de gêmeos se atrapalharem, sim! Veja as dicas da enfermeira obstetra Márcia Regina da Silva: 

·Na maternidade, os recém-nascidos ganham pulseiras com o nome da mãe e os números 1, 2, 3. Mantenha-as em casa até se acostumar à feição das crianças. 
·Vesti-los com roupas iguais só piora a situação. 
·Se forem meninas idênticas, que tal usar brincos diferentes? 
·E não se esqueça de anotar num caderno os horários das mamadas e das trocas de fraldas de cada um, assim nenhum dos bebês corre o risco de ficar com fome! 

Fonte: Revista Crescer.



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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Atividades fisicas na gravidez

Exercícios durante a gravidez controlam muitos desconfortos da gestação como dores lombares, câimbras e tonturas.Mas antes de praticar qualquer atividade é necessário que a gestantes tenha cuidados específicos em todas as mudanças fisiológicas, biomecânicas (posturais e músculo-esqueléticas) do período gestacional.Por isso o acompanhamento de um profissional capacitado é muito importante para que a gestante possa fazer os exercícios adequados e o principal, com segurança, afirma o ginecologista especialista em reprodução humana Dr José Bento de Souza.


Os benefícios para a gravidez vão além da estética, já que previnem doenças, como diabetes gestacional e pré-eclampsia e ainda controlam os desconfortos da gestação como as dores lombares, câimbras e tonturas.

O condicionamento físico desenvolvido pela prática de atividade física freqüente também traz benefícios à mãe na hora do parto.Como o aumento da força, da concent ração, do relaxamento e maior preparo da musculatura do assoalho pélvico e também para possíveis problemas de incontinência urinária que ocorrem após o nascimento do bebê.

Fonte: Redação eagora



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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Maior prevalência de doença celíaca em mulheres com infertilidade inexplicável

 Estudo recente demonstra aumento da incidência de doença celíaca em mulheres que apresentam infertilidade inexplicável. Publicado na edição de maio-junho de 2011 da The Journal of Reproductive Medicine, o estudo avaliou 191 pacientes do sexo feminino que apresentavam infertilidade. Cada uma das participantes se submeteu a triagem sorológica para doença celíaca, além de exames de rotina para infertilidade. As quatro pacientes que apresentaram resultados positivos no exame sorológico foram aconselhadas a procurar orientação do gastroenterologista. Confirmou-se que as quatro pacientes tinham doença celíaca. Depois foram encaminhadas a aconselhamento nutricional para retirar o glúten da dieta.
Entre as 188 pacientes que realizaram os exames, a prevalência de doença celíaca não diagnosticada foi de 2,1%. Embora a taxa não seja significativamente mais alta do q ue o 1,3% esperado, o diagnóstico de doença celíaca em mulheres com infertilidade inexplicável foi significativamente mais alto: 5,9% (3 em 51 mulheres). Curiosamente, as quatro pacientes que descobriram ter doença celíaca engravidaram dentro de um ano do diagnóstico.


FONTE: Columbia University Medical Center
Columbia University Medical Center
Folha Metropolitana - SP





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